Esta é a progressão apresentada na aula desta semana. Para aqueles que não estiveram presentes, trata-se de tocar a progressão por tacto, em todas as tonalidades.
Sugiro começar por Dó, Sol e Ré, e ampliar as tonalidades nas semanas sucessivas até o fim do semestre. Bom trabalho!
Boa tarde! Deixo aqui o enlace para uma página de exercícios que poderão ser muito úteis para o vosso estudo. Os conteúdos estão relacionados com o excelente texto "Piano for the Developing Musician", que podem, também, encontrar na nossa biblioteca.
Sugiro que explorem os exercícios (divididos por capítulos), de forma livre. Debaixo de cada capítulo poderão selecionar exercícios divididos por categoria (leitura, harmonização, rep. etc.). Se tiverem um tablet o telefone podem colocar os exercícios na estante do piano. Caso contrário, podem imprimir os exercícios que desejam explorar. Aconselho começar a explorar pelos capítulos III ao V
Eis a canção "Gente humilde", de Chico Buarque, que foi apresentada na aula esta semana.
Aconselho concentrar os esforços na primeira parte da música (intro, verse e bridge), por ter uma instrumentação mais simples e ser mais fácil de ouvir.
Alguns movimentos harmónicos podem não ser tão obvios como os das canções que já foram trabalhadas. É aconselhável tentar ouvir a melodia e o baixo num primeiro momento, e depois tentar ouvir a qualidade dos acordes.
Alan Gilbert, diretor musical da Filarmônica de Nova York, demonstra e discute o papel de um maestro, e o modo como cada pequeno movimento traz preciosa informação para os músicos.
Eu sei que isso pode parecer um pouco fora do tema da classe, mas pensei que seria interessante ver para qualquer músico e amante da música. As tecnologias utilizadas permitem visualizar a ideia e a importância dos gestos na música.
(Na verdade, estritamente falando, o gesto musical não fica de fora dos assuntas da nossa classe; o gesto faz parte da música e o que torna a música humana e expressiva.
Talvez não sejas um maestro, mas de qualquer modo todos os músicos somos "maestros" do nosso instrumento, por isso as mesmas regras se aplicam!
Apresento aqui outro recurso que temos na biblioteca da escola: Piano for the Developing Musician, de Martha Hilley e Lynn Freeman Olson. É um texto que poderão explorar livremente como complemento às aulas. Cada capítulo contém materiais para desenvolver a leitura, a harmonização, o repertório e a adaptação ao teclado. Recomendo muito a consulta do livro!
Encontrarão de vez em quando materiais do livro. para além disso, o livro conta com um website associado com numerosos exemplos e ficheiros sonoros relacionados com os conteúdos do livro. Boas explorações!
Eis outras duas peças bastante simples para tentar ler. Podem servir também, e sobretudo, para extrair ideias que possam ser usadas numa improvisação. Observem particularmente a utilização do intervalo de quinta (melódico e harmónico) como elemento gerador de ambas as peças. Podemos expandir essa ideia para outros intervalos?
A aula desta semana servirá como introdução ao trabalho de transcrição de canções. O objectivo é criar um arranjo simples da canção, um arranjo que seja simples de tocar, e que simultaneamente ofereça uma versão "possível" do conteúdo rítmico, melódico e harmónico. Tentem e vejam o que conseguem fazer com ela.
A música (While my guitar gently weeps, de George Harrison)) é muito interessante, na minha opinião. Esta não é a versão mais divulgada, que aparece no White Album, e na qual aparece também Eric Clapton, grande amigo de George Harrison, com um eloquente solo de guitarra. Esta versão consiste numa demo da música que George gravou com apenas uma guitarra e sua voz. Muitos anos depois - George já tinha falecido - outro George (George Martin, para quem não saiba, foi o famoso produtor dos Beatles) escreveu um simples arranjo de cordas para colocar no topo dessa demo. Esta versão foi utilizada no espectáculo LOVE, de Le Cirque du Soleil. O vídeo que aparece no fim deste post mostra o que o público via na sala, nesse espectáculo.
Podem recriar o trabalho apresentado já na aula, que servirá como modelo de trabalho para outras canções.
Dicas: ouçam tantas vezes quanto necessário (só faz bem). Pausem frequentemente entre secções. Cantem, imitando o que ouvem, e depois tentem fazer sentido do que ouviram. Reparem na linha do baixo na intro e no verse. Tem uma linha definida que alterna graus conjuntos descendentes e algum intervalo mais amplo. Tentem tirar a sequência de notas no baixo. Tentem tocar a melodia junto com o baixo. Escrevam, se precisam aquilo que acham que ouvem, e verifiquem mais tarde. Depois é que se podem perguntar que tipo de acorde é construído sobre cada nota - p. ex. é maior ou menor, tem sétima? O bridge (refrão) utiliza menos acordes, mas são acordes que não tinham aparecido antes. Quais são? Se encontram um beco sem saída aparente, escrevam um mail SOS para mim 😊, explicando onde encalharam. Espero que se divirtam!
A próxima canção, que deverão fazer sem mais ajuda que os vossos ouvidos será For no one (escrita por Paul McCartney e que aparece no álbum Revolver), mas já falaremos disso...